NÃO!

ou... 

O feitiço virou contra o feiticeiro...

(Escrito em 10/10/2005)

 

D

urante décadas, as esquerdas envidaram todos os seus esforços para convencerem o povo a dizer não. não à família, não às leis, não à ordem, não ao governo, não aos empresários, não ao progresso, não ao desenvolvimento, não aos investimentos produtivos, não à propriedade privada, não ao princípio da autoridade, não ao patriotismo, não a Deus, não à punição dos que violam a lei, enfim, não a tudo o que não contribuísse para a implantação da tenebrosa ditadura do proletariado.

Temos que reconhecer que foram competentes neste mister. O não ganhou força insuperável, vencendo a lógica, o planejamento, a ordem, a autoridade, etc., tendo contribuído sobremaneira para a estagnação do Brasil, já há duas décadas. É que eles, de fato, disseram foi não à honestidade, à probidade, ao decoro parlamentar e à vergonha na cara. 

Porém, as esquerdas planejaram e implementaram a idéia do não, mas se esqueceram de que, um dia, poderiam assumir o mando no País. Hoje, vemos a força que elas imprimiram ao não. Apesar de todo o dinheiro estrangeiro e de esquerda investido para retirar as armas das pessoas que podem se opor aos desígnios inconfessáveis do PT (e aos expressamente confessados pelos bandidos) o não possui maior intenção de votos nas mais recentes pesquisas. Isso, em apenas uns poucos dias de exposição do povo a fatos verdadeiros propagados pela campanha do não que contrastaram fortemente com a costumeira dose de, falsidades, meias verdades, dupla moral e lavagens cerebrais adotadas pelas esquerdas, já há longo tempo, e que têm conseguido iludir a maioria da população.

Embora se possa pensar que qualquer pessoa esclarecida ou lúcida votaria não, é conveniente recordar que a grande maioria dos brasileiros sequer leu o Estatuto do Desarmamento ou não é capaz de interpretar textos jurídicos. Assim, é à mania de dizer não impressa pelas esquerdas à maioria das mentes populares, desinteressadas pelo fato político, que se deve a iminente e providencial derrota do sim.

O feitiço virou contra o feiticeiro. Apesar de o não de hoje ser um não construtivo que certamente atrasará os planos do foro de S. Paulo e poderá livrar o Brasil de uma revolução sangrenta escondida pelas esquerdas, mesmo com o rabo de fora do MST, parece claro que sua iminente vitória é, paradoxalmente, conseqüência do hábito brasileiro criado pela ação “pavloviana” das esquerdas.

Tudo indica que o Brasil vai ser salvo pela costumeira incapacidade que marca as ações levadas a efeito pelas esquerdas. Elas se esqueceram de inverter a pergunta. Imaginem o que ocorreria se a pergunta fosse: Você acha que o comércio de armas de fogo deve ser permitido? Algum marketeiro vai se demitido...

Malandro de mais se atrapalha... Ou então, Deus é, de fato, brasileiro...

Carlos Hernán Tercero

E vote não!

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