A Guerra D’Água

“Farinha pouca... meu pirão primeiro...”                                   

    Ditado popular                                     

I

 Uma virada estratégica

Não é possível estudarmos História sem que sejam recriados os cenários que deram origem aos fatos históricos estudados. Não é possível estudarmos, por exemplo, a revolução francesa sem nos transportarmos para aqueles tempos onde tudo era muito diferente de nossos dias, quando uma simples dor de dentes podia ter um final sinistro... Quando se acreditava em sangue azul... Quando os nobres e o clero não pagavam impostos... Quando o povo era muito mais explorado do que em nossos dias (bem, quanto aos impostos a coisa não mudou muito...).

Mas, recriar cenários é parecido com conhecer a verdade, e a verdade é como se fosse um grande mosaico formado por pequenas peças disformes que teimam em não encaixarem no quadro principal que tentamos formar na busca de sua visualização. Sempre que isso ocorre, surgem dúvidas a respeito da veracidade da imagem sugerida por esses pedacinhos de fatos. Porém, quando a coincidência é perfeita, fica difícil não pensar que o quadro expresse a verdade.

É isso o que tentaremos fazer nesse ensaio. Agrupar fatos ocorridos de modo a que encaixem com perfeição e nos revelem o que parece estar sendo escondido do público em geral...

Nesse ponto, é importante relembrarmos que os culpados por quaisquer crimes são sempre aqueles que dele se beneficiam e que existem centenas de organizações neste planeta que nada mais fazem do que conspirar. Rotular algo de teoria da conspiração é, portanto, crer na total incompetência de todos os organismos que conspiram para que possam realizar seus intentos, atribuindo a culpa a outrem. E, todavia, a esmagadora maioria assim o faz, seja por comodismo, seja por falta de conhecimento, seja por medo, seja por pertencer ao grupo conspirador ou por beneficiar-se de alguma forma das consequências do ato conspiratório.

É, também, importante, ao iniciarmos esse ensaio, que recordemos que a palavra estratégia sempre foi considerada como sendo “a arte dos generais” ou a “ciência da sobrevivência” em sua acepção clássica. A estratégia tinha sempre, até o inicio da globalização, que vencer uma vontade inteligente em oposição direta aos desígnios de um determinado grupo social, ou seja, um inimigo claro. Diga-se de passagem, que, desde o surgimento da arma nuclear, as estratégias de ação indireta já propugnadas por Sun-Tzu, há 2500 anos, em seu livro “A Arte da Guerra”, tornaram-se preponderantes em face da impraticabilidade das guerras.

Já naqueles tempos Sun-Tzu inquiria: -- a guerra é da responsabilidade maior dos estadistas ou dos generais? Nos seus escritos, o autor chinês preocupa-se menos com técnicas e táticas operacionais para se concentrar num sistema normativo, estabelecendo regras gerais capazes de conduzir as guerras à vitória final. Ele considera o bom estrategista como sendo aquele que é capaz de derrotar o exército inimigo sem atacá-lo, de ocupar cidades inimigas sem destruir os seus bens, de ocupar o seu território sem a necessidade de combates sangrentos.

Essas estratégias foram empregadas “ad extremum” pelo movimento comunista internacional. Mas, isso já pertence ao passado em face do desastre da utopia comunista. Hoje, quase já não mais existem inimigos declarados. Eles foram, em sua maioria, substituídos pelos conglomerados de interesses. Sabemos que as guerras decorriam, em sua quase totalidade, de interesses econômicos em disputa. Na atualidade, tais interesses digladiam-se de modo bem mais discreto, o que é bastante mais interessante, pois não ocorrem as grandes perdas materiais decorrentes das guerras tradicionais. O inimigo camuflou-se nos grupos de interesse que controlam determinados segmentos econômicos. Ele, agora, encontra-se em muitos países onde residem esses interesses. Suas alianças são, em geral, escamoteadas do grande público que, em sua quase totalidade, nem se dá conta das investidas desferidas contra os interesses pessoais dos cidadãos indefesos a esses tipos de ataques imperceptíveis.

É que o instituto do Estado, responsável, em ultima análise, pelas guerras tradicionais foi enfraquecido em seus atributos. Esses atributos, quais sejam: governo, população, território e moeda foram atingidos, parcialmente, pelo fenômeno globalização que passou a influenciar as Moedas - pela migração de capitais via informática, os Governos - por meio da chantagem política, as Populações - por meio do controle da mídia internacional que influencia o pensamento e os modismos do povo e os Territórios - por meio do isolamento de áreas reservadas a minorias ou de obstáculos ecológicos, ou mesmo pela aquisição de vastas áreas para determinada exploração econômica. Podemos dizer, portanto, que ocorreu uma nova transformação no conceito de Estratégia de ação indireta. Podemos designá-la como Estratégia de Infiltração Direta.

Essa mudança não constitui nenhuma novidade. Ela lança mão dos mesmos artifícios mencionados por Sun-Tzu que, em sua “Arte da Guerra” defendeu a tese de que a batalha deveria ser vencida muito mais pela manobra do que pelo choque armado. A adoção dessa estratégia faz com que a grande maioria dos cidadãos de um país pense que vive em plena época de paz, quando, na realidade, a maioria dos países está imersa em várias complicadas guerras invisíveis, das quais o indivíduo comum é apenas capaz de sentir os resultados que o atingem, impiedosamente, sem que se lhe dê o direito de saber o que foi que, de fato, o atingiu, pois as culpas são sempre atribuídas a outrem, convenientemente.

É sobre isso que vamos falar.

II

 A esquerdização americana

  

Voltemos aos anos sessenta e setenta. O cenário daqueles anos era o da Guerra Fria, envolvendo as duas superpotências EEUU e URSS, a qual ameaçava o planeta de destruição total resultante do confronto nuclear ilimitado. Essa guerra obrigava os demais países a tomarem posições contra ou a favor de um dos dois lados em oposição. Ela ocupava papel preponderante nas relações entre os países.  Porém, outras preocupações ocidentais também constavam da pauta internacional. Senão vejamos.

Nos anos sessenta e no início dos anos setenta, os poderosos já estavam preocupados em fazer alguma coisa a respeito do crescimento econômico acelerado de alguns países que, "coeteris paribus", tinham potencial para influenciar e alterar fortemente a economia global, prejudicando muitos interesses. Entre esses países, incluíam-se o Japão e o Brasil, sendo que o Japão, em 1972, ameaçava ultrapassar os EEUU – apesar de por eles serem ocupados militarmente após terem sido derrotados em guerra -- já que seu PIB crescia mais de 15% ao ano. O Brasil, em apenas oito anos de combate à corrupção, após a contra-revolução de 1964, havia galgado a posição de oitava economia do mundo, sem mencionar as possibilidades da Índia e da China. Além disso, preocupavam-se também com a poluição planetária que começara a disparar seus alertas, chamando a atenção de todos para a bomba ecológica que, cada vez mais, ameaça o planeta. O crescimento acelerado das populações muito acima do aumento da infra-estrutura que deveria ser criada para suportá-la e o progresso industrial causam o despejo de milhares de toneladas de esgoto sem tratamento e outros produtos químicos em rios, mares e lagoas, reduzindo a constante quantidade de água potável disponível (que é sempre a mesma em quantidade, mas não em qualidade), tornando-a imprestável para o consumo imediato.

Essa poluição está, até hoje, ocasionando cada vez mais a extinção de muitas espécies. A coisa funciona da seguinte maneira:

· A espécie Alfa (um ser vivo qualquer) alimenta-se da espécie Bravo (outro ser vivo), todavia, sua exploração irracional pelos humanos finda por extingui-la.

· Essa extinção faz com que a espécie Bravo prolifere por ter a sua espécie predadora desaparecido.

· A espécie Bravo alimentava-se principalmente da espécie Charlie que, em face dessa proliferação, tende a desaparecer.

· A espécie Charlie alimentava-se da espécie Delta que, assim, tende a proliferar já que os Charlies desapareceram.

· Mas a espécie Delta alimenta-se da espécie Echo que desaparece...

O leitor já percebeu que a extinção inicial acarretou uma reação em cadeia de outras extinções que vão continuando até atingir os menores seres vivos: os vírus (há quem diga que vírus não são seres vivos e sim parasitas que vivem de outras células, todavia, se são capazes de se reproduzirem, podem ser considerados seres vivos). Porém, os vírus possuem capacidade de mutação (assim como as demais espécies, conforme o provou Charles Darwin) e essas mutações ocorrem no interior de nossos organismos, em muitos casos com sistemas imunológicos despreparados para enfrentá-las, diferentemente das mutações dos bicos dos pássaros de Darwin.

Não se pode afastar a hipótese de que o HIV (que é o responsável pela AIDS) seja uma mutação virótica. Também ouvimos falar, recentemente, em gripe A1, H1N1, Ébola, gripe aviária, gripe suína, vaca louca, esterichia colli, bactéria Burkholderia pseudomallei, Zika, etc. Seriam antigos vírus ou mutações de virus ou bactérias? Nunca saberemos ao certo, já que existe uma espécie de censura às notícias importantes na mídia internacional. Por exemplo, o genocídio de um milhão de seres humanos ocorrido em Ruanda, há poucos anos, não foi noticiado aqui e muitos o ignoram apesar da barbaridade cometida. Seria essa uma notícia pouco importante para ser incluída nas revistas e jornais impressos ou televisados?...

É claro que a maior parte da poluição global é responsabilidade dos países do primeiro mundo que são os maiores consumidores de quase tudo (cerca de 75% de tudo, naquela época, era consumido por apenas 15% dos habitantes do planeta, mas isso não importava). O que lhes ordenava o pensamento era como iriam a continuar a consumir como sempre o fizeram, minimizando, todavia, os problemas daí decorrentes. Várias ações precisavam ser desencadeadas no tabuleiro de xadrez do jogo do crescimento econômico global.

E eles começaram a agir. Em 1973, o então Secretário de Estado Norte-americano, Henry Kissinger, conseguiu, após acordo com Golda Meir (primeira ministra de Israel) e com a Jordânia, influenciar o primeiro ministro do Egito, Anuar Sadat a desencadear a guerra do Yom-Kipur, que após a reação fulminante de Israel apoiado pela NATO e pelos EEUU ocasionou uma nova humilhação dos árabes, resultando no primeiro choque do petróleo. Essa estratégia atingiu a economia tanto do Japão (que assim não ultrapassou os EEUU) quanto do Brasil, ambos países dependentes de petróleo, findando com o chamado “milagre brasileiro” (crescimento de 12% ao ano). Ela criou os famosos petrodólares que tanto favoreceram os espertalhões internacionais da economia.

http://www.polestrare.org/trintaanosestagnacao.htm

É também notório que, em alguma época no final dos anos setenta, os poderes do mundo parecem ter efetuado uma guinada em sua estratégia. O problema, tanto sob o aspecto da concorrência comercial, quanto sob o aspecto da poluição planetária tinha como vilão o crescimento econômico acelerado de alguns importantes países em desenvolvimento. Ele teria que ser detido de alguma forma ou reduzida a sua velocidade para um mínimo aceitável, até que se pudesse descobrir como sobreviver juntamente com seus efeitos indesejáveis. Mas, como deter o crescimento e o progresso se ambos são vontades inerentes a todos os seres humanos?

Observaram, então, as Alemanhas divididas pelas ideologias capitalista e comunista. Recordemos que ambas as Alemanhas eram habitadas pelo mesmo povo, ambas tinham a mesma capacidade, mas, uma delas, a Alemanha Oriental, fracassou totalmente quando comparada com a Alemanha Ocidental capitalista. A conclusão com a qual não concordam até hoje os fanáticos de esquerda foi a de que o comunismo retarda o crescimento econômico, justamente o causador da poluição ambiental, da extinção de espécies vivas, possivelmente, responsáveis pelas mutações viróticas.

Tal conclusão, aliada à necessidade de se reduzir o grau de poluição planetária, fez também surgir nas relações internacionais a palavra sustentabilidade, exatamente, como forma de tentarem minorar o crescimento econômico do terceiro mundo e, assim, protegerem seus interesses comerciais de exportarem produtos acabados de alta tecnologia e importarem a preços baixos produtos sem valores agregados, como matérias primas e cereais e, POR INCRÍVEL QUE POSSA PARECER, aqueles poderes que combatiam o comunismo, o vilão causador da Guerra Fria, concluíram que nesse cenário residia a solução tão almejada de frear o crescimento do terceiro mundo. Eles passariam a apoiar o movimento comunista internacional ao invés de combatê-lo!

Isso parecia lógico? Ao contrário, beirava às margens da loucura quando recordamos o Macartismo dos anos quarenta e cinquenta. Por que, então, os poderes do mundo apoiaram as esquerdas? A resposta lógica é a de que já sabiam do destino que aguardava a URSS. A corrupção absoluta gerada pelo poder absoluto do PC estava destruindo toda e qualquer capacidade existente na União Soviética de levar a bom termo qualquer empreendimento. A falta de adoção de uma economia de escala (responsável pela organização do processo produtivo de maneira que se alcance a máxima utilização dos fatores produtivos envolvidos no processo, procurando como resultado baixos custos de produção e o incremento de bens e serviços) pela inexistência de lucros a serem obtidos, já que o Estado e os líderes do Partido Comunista é quem administravam tudo, levava até ao absurdo de que peças de um mesmo equipamento fossem produzidas em locais separados por milhares de quilômetros...

Esse estado de coisas não poderia gerar bons frutos. Como todos sabemos a URSS dissolveu-se, de fato, em dezembro de 1991, logo após a sensacional queda do muro da vergonha – o muro de Berlim – que impedia os alemães orientais de ganharem a liberdade no lado ocidental.

À luz dessa necessidade de frear o crescimento econômico do terceiro mundo e ante as previsões do fim do comunismo como ideologia viável parece ter sido gerada forte guinada estratégica, passando os poderosos a apoiarem o movimento comunista internacional (MCI) como forma de empurrarem com a barriga a data da explosão da bomba ecológica e de dificultarem, ou mesmo impedirem, a concorrência comercial dos países em desenvolvimento nos setores secundário e terciário (vejam o que sofrem com a concorrência chinesa!), além de tentarem impedir o seu desenvolvimento científico e tecnológico.

Se o povo alemão não foi capaz de progredir com o comunismo, imaginem que resultados magníficos não poderiam ser obtidos com os povos latinos! Realmente, o sucesso dessa estratégia foi estrondoso! Olhem para a América Latina e para a América Central! Procurem partidos de direita! Hoje, quase que somente existe a esquerda no poder. Simultaneamente, foram criadas centenas de ONGs, não somente para “esquerdizar” o planeta, como para tentarem sepultar as atividades relacionadas à exploração dos recursos estratégicos dos países em desenvolvimento.

Mas, infelizmente para nós, tal estratégia não foi suficiente. Nosso potencial de maior país do planeta recomendou aos poderosos outras estratégias para neutralizarem o Brasil... É o que veremos mais adiante.

 

III

 A Guerra d’Água

  

Desde a chegada dos portugueses, em 1500, a importância estratégica de nosso país não foi de vulto, exceto em três ocasiões nas quais os olhares dos poderosos para cá se voltaram em virtude de suas necessidades estratégicas assim o recomendarem. Essas ocasiões foram:

· Logo após a descoberta, pelo interesse na extração de matérias primas (costa do ouro, costa do pau-brasil, produção de acúcar com mão de obra escrava, etc.),

· Quando foi necessária a ponte aérea Natal-Dakar, para que fosse possível invadir a África durante a segunda guerra mundial, e

· Quando a Guerra-Fria exigiu o mapeamento do Oceano Atlântico, para tornar possível o alinhamento dos sistemas inerciais dos submarinos lançadores de mísseis balísticos nucleares.

É claro que sempre tivemos alguma importância no tabuleiro estratégico pela pujança de nosso território, mas nunca tanto quanto naquelas épocas em que, praticamente, não existiam alternativas às formulações estratégicas internacionais. Infelizmente, em nossos dias, o Brasil voltou a ocupar papel preponderante no cenário mundial como sendo o principal ator dentre os capazes de minorarem os efeitos da Guerra D’Água. Mas, o que é a Guerra D’Água?

Segundo as projeções demográficas da ONU, a população mundial somente irá se estabilizar em torno do ano 2050, atingindo a espantosa marca de aproximadamente dez bilhões e meio de seres humanos, segundo sua curva mais pessimista. Em 2011, atingimos o total de sete bilhões de habitantes deste já poluído planeta. Aumentamos um bilhão de pessoas em apenas dez anos... A perspectiva de alimentar esse crescente número de seres humanos não é nada otimista, considerando que as áreas cultiváveis do planeta já estão, em quase todas as partes, sendo aproveitadas em seu limite máximo, sendo, também, bastante crítica a capacidade de irrigação das áreas cultiváveis disponíveis pela utilização e poluição crescentes dos recursos hídricos.

Em suma, a capacidade de nosso planeta responder a essa necessidade de aumentar a sua produção de alimentos causada pela demanda citada – produção de cereais principalmente – depende de que sejam satisfeitas quatro condições:

·  Existência de água em abundância,

· Incidência dos raios solares (responsáveis pela fotossíntese) próxima aos noventa graus (nos pólos não nasce quase nada em face da incidência dos raios solares ocorrer em ângulos muito pequenos),

· Abundância de terras cultiváveis, e

· Existência de estabilidade política.

O Brasil é o único país onde tais condições existem. Por exemplo, poderia ser argumentado que tais condições também estão satisfeitas em Angola. Todavia, temos que considerar que lá existem muitas minas terrestres impedindo o cultivo da terra. Em muitos outros países não há estabilidade política, faltam terras cultiváveis, água para irrigação, a energia da fotossíntese é bastante inferior à das regiões tropicais, falam-se diversos idiomas, não existem portos, estradas, legislação adequada, ferrovias, energia, silos para armazenamento etc. Porém, aqui, nada disso é problema insolúvel. Mais ainda, o custo de produção pode ser barateado ao extremo se reduzirmos o custo Brasil. Infelizmente, poucos se dão conta desse perigoso fato.

Poder-se-ia argumentar que tanto a Rússia, como a China, o Canadá e os EEUU possuem territórios maiores do que o nosso, entretanto esses países estão em sua maior parte cobertos de gelo ou neve e não recebem insolação igual à nossa onde certas colheitas podem ocorrer três vezes ao ano.

Isso nos leva a concluir que, sem a contribuição brasileira à produção de cereais, o mundo estaria fadado ao caos. Sabemos que será muito difícil, mesmo assim, alimentar os três bilhões e meio de seres humanos que serão acrescidos à população mundial nas próximas décadas. Imaginem o que a escassez de alimentos pode produzir...  Poderíamos pensar, de pronto, no aumento do preço dos produtos alimentícios causado por sua escassez e na correspondente alteração total dos hábitos de consumo, priorizando todos a aquisição de alimentos em detrimento de outros investimentos, reduzindo a aquisição de produtos supérfluos, causando uma reação em cadeia cujos resultados são bastante difíceis de serem previstos em todas as bolsas de valores (a China exporta muitos supérfluos). Mas, todos sabemos que a simples perspectiva da fome significa desespero e atos insensatos no plano individual e guerra nas relações entre os países... Farinha pouca, meu pirão primeiro...

 

IV

 Uma Estratégia de Infiltração Direta

 

Por essa razão, além do apoio às esquerdas, que visaria deter o crescimento econômico dos paises em desenvolvimento, minorando assim a poluição global e ocasionando vantagens nas trocas comerciais, no caso do Brasil, tornaram-se necessárias outras estratégias como: aumentar o custo do Estado, fechar os olhos à corrupção, aumentar o endividamento, criar toda a sorte de benesses sociais, favorecer a baderna de grupos de contestação, etc. Tudo isso, envidando esforços, contudo, para que o setor primário brasileiro bata cada vez mais recordes! Ou seja, minimizar a capacidade dos setores secundário e terciário cuja expansão não interessa ao poder econômico deste planeta e maximizar o crescimento do setor primário para minimizar os efeitos da guerra d'água.

Os fatos hodiernos indicam que o sucesso dessa estratégia deveria ser assegurado por uma agenda secreta a ser “sugerida” aos mandatários brasileiros de forma “não convencional”, provavelmente, por meio de chantagem, suborno ou intimidação, quando falhasse o convencimento:

1)Relaxar, secretamente, o combate ao crime, ao consumo de drogas e à corrupção dos agentes do governo em conluio com criminosos: ou seja, adotar medidas policiais espetaculares contra o crime, mas torná-las ineficazes,

2)Manter sempre a inflação ou substituí-la – para enganar aos incautos – por elevadas taxas de juros, burocracia e impostos de todas as ordens, aumentando ao máximo o custo Brasil,

3)Criar o racismo brasileiro para dividir a população e apoiar minorias que justifiquem o isolamento de vastas áreas de nosso território, visando dificultar as pesquisas relacionadas à biotecnologia ou à exploração de produtos estratégicos brasileiros, e

4)Findar com o poder político das Forças Armadas brasileiras.

De fato, não conseguiremos progredir como poderíamos enquanto essa agenda parecer estar em execução. Porém, a grandeza do país nos faz crescer, apesar da agenda, apenas em números muito mais modestos do que nosso potencial, inexistente em outros países, possibilitaria. Esse pequeno crescimento serve, ao contrário, para demonstrar que estamos no rumo certo. Afinal, a grande maioria dos brasileiros não se deu conta ainda do que somos capazes. O país ainda progride durante o sono dos poderosos... Vamos analisar a periculosidade desse cenário para o bem estar do País, tentando encaixar diversos pequenos fatos ocorridos no grande mosaico de nossa história política recente.

V

A Guerra D’Água no cenário político brasileiro

Leonel Brizola parece ter sido o primeiro político a contribuir com o item um (Relaxar o combate ao crime, ao consumo de drogas e à corrupção dos agentes do governo em conluio com criminosos). Todos se recordam que proibiu os policiais de subirem os morros em busca de malfeitores e de efetuarem as conhecidas “batidas” no tráfego de veículos. É importante recordar que tudo indica que ele teria feito isso em agradecimento ao Presidente Carter, dos EEUU, que lhe ofereceu asilo político quando iria ser preso e julgado por ter incitado a multidão a praticar homicídios em comício efetuado, em 1964, na Central do Brasil. Na ocasião, foi hospedado no luxuoso hotel Waldorf Astoria, em Nova York, pelo governo norte-americano, que lhe utilizou para efetuar palestras em vários países destinadas a desestabilizarem o governo do presidente Geisel, cujo pragmatismo e soberania irritavam aquele governo.

Segundo o site:

http://pt.wikipedia.org/wiki/Leonel_Brizola#Cr.C3.ADticas

"Quando governador do Rio de Janeiro, Brizola foi acusado de ter ligações com os contraventores do jogo do bicho e de ser omisso no combate ao tráfico de drogas.

Segundo seus críticos, o governo do pedetista teria sido fundamental para a consolidação do crime organizado no Rio de Janeiro. Essa percepção acontecia porque Brizola adotou uma linha de ação na qual a polícia só poderia fazer incursões em favelas baseadas no respeito aos direitos humanos, (fato que perdura até hoje, com a forte intervenção de ONGs ligadas aos direitos humanos nas políticas de segurança pública do Brasil), em contraposição ao que era considerado por ele como arbitrariedade do estado.

A política do confronto armado, adotada pelos seus antecessores Chagas Freitas e Moreira Franco, foi abolida, desta forma o crime organizado cresceu e se fortaleceu. Este fato passou para a opinião pública a impressão de permissividade e colaboracionismo com a ilegalidade""

Collor de Melo, eleito após o governo do presidente Sarney, não durou muito por seus malfeitos, apesar de ter cumprido diversos interesses de Washington: findar com a industria de armamentos brasileira que havia se desenvolvido durante a guerra Iran-Iraque por interesse tanto norte-americano quanto brasileiro (necessitávamos do petróleo iraquiano após o devastador segundo choque do petróleo); tapar o buraco da Serra do Cachimbo que poderia ser usado para testar artefatos nucleares e lançar o famoso e desastrado plano Collor que desmontou a economia...

Outrossim, de acordo com o site abaixo mencionado,

http://jorgeroriz.wordpress.com/a-farsa-ianomami-a-raca-indigena-que-nunca-existiu/

“decretou a demarcação, por pressão dos EEUU, da vastíssima “Reserva Ianomâmi”com cerca de noventa e sete mil quilômetros quadrados, destinada a uma suposta preservação da referida tribo. Tal reserva se encontra situada na faixa de fronteira de cento e cinquenta quilômetros, o que desrespeita o parágrafo 2º, inciso XI, do Art. 20 da nossa Constituição”.

“A chamada área Yanomami é uma das mais ricas reservas minerais do planeta. É nela que se encontram as maiores jazidas conhecidas de nióbio em todo o mundo, metal considerado de alto valor estratégico. Segundo o relatório da Comissão Externa da Câmara, o nióbio é mais leve que o alumínio, quando adicionado ao aço, sua resistência é muito superior à de chapas blindadas de aço cromo-niquelado, o que explica o grande interesse da indústria bélica por esse mineral. Ele é usado na construção de cosmonaves e satélites, por ser resistente ao frio cósmico e ao impacto de pequenos meteoritos, além de ser um grande condutor: um arame com espessura de um fio de cabelo tem a mesma condutividade de um cabo de cobre de uma polegada”. Mais importante do que tudo: os reatores de fusão nuclear (redenção do planeta pela obtenção de energia quase grátis) teriam que ser construídos com nióbio!

Todos os motores de automóveis, caminhões, trens, todas as câmaras de combustão dos milhões de turbinas de todas as aeronaves deste planeta, a indústria aeroespacial, bélica e nuclear, as lentes óticas, as lâmpadas de alta intensidade, os gasodutos, os tomógrafos de ressonância magnética, bens eletrônicos e até piercings empregam esse insubstituível mineral que praticamente só existe no Brasil (98% aqui e 2% no Canadá). Apesar de seu preço ser estabelecido pela Rainha da Inglaterra...

É que esse elemento químico é usado como liga na produção de aços especiais, sendo um dos metais mais resistentes à corrosão e a temperaturas extremas. Quando adicionado na proporção de gramas por tonelada de aço, confere a ele maior tenacidade e leveza.

Se desejar saber mais sobre a podridão que envolve a exportação do nosso nióbio veja:

https://www.youtube.com/watch?v=R36cl2VdrbQ

“O Almirante Gama e Silva, em 21 de abril de 2008, publicou o artigo ‘Ianomâmi! Quem?’, no qual falava sobre o livro “A FARSA IANOMÂMI”, escrito pelo Coronel Carlos Alberto Lima Menna Barreto, homem que conheceu Roraima muito bem, pois comandou o 2º Batalhão Especial de Fronteira naquele Estado, de 1969 a 1971 e, 14 anos depois, veio a ser Secretário de Segurança do antigo Território Federal. Esse oficial, fazendo um estudo de obras publicadas por cientistas estrangeiros que pesquisaram a região na década iniciada em 1910, procurou provar que os “ianomâmis” haviam sido criados por estrangeiros”.

“Menna Barreto, além de outras fontes também fidedignas, afirma que coube a uma jornalista/fotógrafa suíça, Claudia Andujar, mencionar, pela primeira vez, em 1973, a existência do grupo indígena por ela denominado “Ianomâmi”, localizado em prolongada faixa vizinha à fronteira com a Venezuela. Claudia teria sido ‘inspirada’ pela organização denominada “Christian Church World Council”, ou Conselho Mundial De Igrejas, sediada na SUIÇA, e que, por seu turno, é dirigida por um Conselho Coordenador instruído por seis entidades internacionais: Comitê International de la Defense de l´Amazon; Inter-American Indian Institute; The International Ethnical Survival; The International Cultural Survival; Workgroup for Indigenous Affairs e The Berna-Geneve Ethnical Institute”.

Gama e Silva destaca, ainda, em seu artigo, texto integral do item I, das Diretrizes desta organização referentes ao Brasil: “É nosso dever garantir a preservação do território da Amazônia e de seus habitantes aborígines, para o seu desfrute pelas grandes civilizações européias, cujas áreas naturais estejam reduzidas a um limite crítico”. O Professor Marcos Coimbra é outro que afirma que a fotógrafa Cláudia Andujar inventou a pretensa cultura Ianomâmi, para designar todas as tribos dispersas pela região, “fossem quais fossem as suas origens, suas línguas e suas características culturais”. Coimbra lembra, também, que foi Claudia quem promoveu a criação da organização não-governamental Commission for the Creation of the Yanomami Park (CCPY), que durante quinze anos pressionou por todos os meios o governo brasileiro no sentido de criar uma área exclusiva para aqueles índios, que totalizavam então pouco mais de onze mil pessoas. Em 1992, finalmente, foi vitoriosa. Também cita o Almirante Braz Dias de Aguiar, o “Bandeirante das Fronteiras Remotas”, que, ainda no cargo de Chefe da Comissão Demarcadora de Limites – Primeira Divisão, passou 30 anos dedicando-se a demarcar nossas fronteiras na Amazônia. Todas as campanhas de Braz de Aguiar foram registradas em detalhados relatórios, além dos trabalhos detalhados que fazia sobre determinadas áreas. Num desses trabalhos – O Vale Do Rio Negro – cita, nominalmente 25 tribos da região e mais as 15 famílias do grupo Tucano, que eram dividas em três ramos. Em toda essa documentação não há uma só palavra sobre os tais dos Ianomâmis. (os textos entre aspas foram retirados do citado site).

Já, segundo o site:

http://democraciapolitica.blogspot.com.br/2008/05/sebastio-nery-no-h-indio-yanomami.html

“Em abril de 91, o príncipe Charles, da Inglaterra, promoveu, a bordo do iate real inglês Britannia, ancorado no rio Amazonas, um seminário de dois dias. Estavam lá David Tripper, ministro do Meio Ambiente da Inglaterra, William Reilly, diretor da Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos, Carlo Ripa di Meana, coordenador do Meio Ambiente da Comunidade Européia, Robert Horton, presidente da British Petroleum, e o ministro brasileiro José Lutzenberger, do Meio Ambiente (governo Collor)”.

“No dia 15/11/1991, o ministro da Justiça, Jarbas Passarinho, assinou a portaria 580, criando a Reserva Indígena dos Ianomâmis: uma área contínua de noventa e um mil quilômetros quadrados, na fronteira de Roraima e do Amazonas com a Venezuela”.

“O embaixador Adriano Benayon efetuou estudo sobre a gula externa pela Amazônia com uma pesquisa do professor Mario Drumond”:

“Consultei o Mapa Etno-Histórico de Curt Nimuendajú (IBGE/ MEC - edição de 1981), considerado exaustivo como estudo científico das tribos, etnias, migrações e populações indígenas no Brasil, e verifico que não se registra nele nenhuma tribo chamada “ianomâmi”, nem com I nem com Y, e nem com qualquer tipo de semelhança nominal ou ortográfica. Significa, portanto, que não existe e nunca existiu tal tribo”.

“Os estudos e pesquisas do naturalista e etnólogo alemão Curt Unkel (que adotou o nome indígena de Curt Nimuendajú), realizados no Brasil ao longo de 40 anos (1905 e 1945) de ininterruptos trabalhos de campo, relacionam nominalmente, mapeiam (inclusive as migrações e perambulações) e comprovam cientificamente a existência de mais de 1.400 tribos indígenas de diferentes etnias em todo o território brasileiro, com ênfase na Amazônia e países fronteiriços a oeste e norte do Brasil. É considerado o mais importante e minucioso estudo jamais realizado em qualquer parte do mundo sobre as populações indígenas amazônicas”.

“A “nação indígena ianomâmi” é uma patifaria, uma ficção histórico-indígena que vem se criando e desenrolando em conivência com interesses apátridas e antinacionais. Não existem índios ianomâmis. Os que estão na reserva foram levados por ONGs controladas e financiadas por entidades estrangeiras, com a ajuda da FUNAI, a partir dos anos 70”.

Tudo isso está documentado no livro “A Farsa Ianomâmi”, do coronel Carlos Alberto Menna Barreto, em trabalhos do coronel Gelio Fregapani e em artigo do almirante Gama e Silva: “Ianomâmi? Quem?”.

“Para que a perda de nossos territórios se torne também “de direito” basta que nações mandem os índios, que já controlam através de ONGs, entidades religiosas etc, proclamarem-se “cidadãos de países independentes” através da “independência” de países inventados, apoiados externamente. Fantasia? Leiam a “Declaração dos Direitos dos Povos Indígenas”, aprovada pela ONU, inclusive com o voto do Brasil.

N.A. Adicionei esses textos retirados dos sites citados por sua importância extrema para o estudo do assunto.

Infelizmente, o misterioso assassinato de P.C. Farias impediu que se conhecessem as verdades por trás da famosa estratégia. Todavia, todos se recordam de como Collor derrotou Lula em apenas uma semana com o famoso caso da tentativa de aborto de Lurian... maximizado pela imprensa dominada pelos poderosos...

Tudo indica que Itamar Franco tenha sido um osso duro de roer pelos poderes internacionais, já que, em seu governo, apenas a assinatura do Tratado de Tlatelolco (não proliferação de armas nucleares na América Latina e Caribe) foi a favor dos interesses dos poderosos (que desejam impedir que outros países entrem para o seu seleto clube, além dos onze que possuem e não abrem mão de suas armas nucleares, em flagrante desrespeito ao Tratado de não proliferação de armas nucleares – TNP). Ele iniciou também o cumprimento do item dois da estratégia citada.

Já o governo de Fernando Henrique Cardoso foi o espelho de todos os itens da perigosa estratégia esquerdizante. Não se pode afastar a hipótese de que tenha sido chantageado pelos poderosos que poderiam, antes de sua posse, terem ameaçado revelar suas aventuras sexuais extraconjugais com a repórter Mirian Dutra, transferida pela Globo para a Europa - primeiro como correspondente em Lisboa, depois em Barcelona e, mais adiante, em Londres e com sua copeira Maria Helena Pereira, com as quais teria tido filhos ilegítimos. Ver o site:

http://www.meionorte.com/noticias/politica/filho-de-fhc-e-a-mae-trabalham-no-senado-86752.html

Ele também foi admitido como um dos diretores permanentes da organização não governamental “Diálogo Interamericano” que visa analisar as políticas hemisféricas. Segundo essa ONG: “The Inter-American Dialogue is the leading U.S. center for policy analysis, exchange, and communication on issues in Western Hemisphere affairs”, ou seja: O diálogo interamericano é o principal centro norte-americano para analise política, troca de idéias e intercomunicação em assuntos de interesse relativos ao hemisfério ocidental.

http://www.thedialogue.org/experts/fernando-henrique-cardoso/

Ainda segundo o site: “Príncipe da sociologia brasileira”, FHC disse uma vez que tinha “um pé na cozinha”. Maria Helena Pereira, a negra que o impressionou pela formosura e lhe deu outro filho fora do casamento, continua com o pé na copa. A mãe de Leonardo, o filho mulato de FHC, ainda é a copeira do gabinete 22, do senador Roberto Cavalcanti (PRB-PB), na Ala Teotônio Vilela do Senado. Trabalha todo dia lá, no período da tarde. Leonardo, 20, o filho de FHC que esta coluna revelou ontem, também trabalha no Senado, como a mãe. É um modesto carregador. Ruth Cardoso demitiu Maria Helena da casa de FHC, após conhecer Leonardo. Achou o menino muito parecido com seu marido. Com ajuda de FHC, a ex-empregada Maria Helena, mãe do filho dele, comprou duas quitinetes e uma loja em Riacho Fundo (DF), que aluga. Segundo o site:

http://www.tribunadainternet.com.br/fernando-henrique-cardoso-vai-reconhecer-seu-outro-filho-leonardo-dos-santos-pereira-que-teve-com-a-empregada-domestica-ou-vai-deixa-lo-sem-assistencia/

“Era sabido que, na década de 90, o ex-presidente teve um filho com a repórter Miriam Dutra, que foi então literalmente “asilada” em Barcelona pela Rede Globo, a pedido do próprio FHC. O jovem chama-se Tomas e foi reconhecido por FHC, mas só depois que a mãe decidiu mover processo judicial. Criado na Espanha desde pequeno, Tomas depois foi para a Inglaterra, onde se formou no Imperial College, em Londres, numa cerimônia assistida pelo próprio pai, cheio de orgulho, vejam só como as coisas mudam quando a Justiça se movimenta. Recentemente, o novo integrante do clã Cardoso se mudou para os Estados Unidos, onde hoje estuda Relações Internacionais na George Washington University. Foi em 19 de novembro que se descobriu um segundo caso de filho natural do ex-presidente FHC. A notícia foi dada pelo colunista Cláudio Humberto, ao relatar que há pouco mais de 20 anos o então senador Fernando Henrique Cardoso tivera um romance com a empregada doméstica Maria Helena Pereira, que trabalhava em seu apartamento na capital. Desse relacionamento nasceu um filho, que se chama Leonardo dos Santos Pereira e está hoje com vinte e poucos anos. Mãe e filho trabalham no Senado Federal. Maria Helena é copeira e serve cafezinho aos gabinetes da Ala Teotônio Vilela, enquanto Leonardo trabalha como carregador (auxiliar de serviços gerais) na Gráfica do Senado".

Talvez tenha sido por isso que, em seu governo, ele:

· Substituiu, com a colaboração do poder internacional, a inflação pela taxa de juros para o gáudio de todos os banqueiros. Observe-se que, antes dele, economistas de peso como Pedro Malan e Ibrahim Eris, formados em economia em Harvard, não o conseguiram, todavia um sociólogo... 

· Assinou o já citado TNP, que é apenas aplicável a países de segunda classe e que sempre foi rejeitado pelo Itamarati por ferir o princípio diplomático da reciprocidade, 

· Demarcou a famigerada área Yanomami, da qual já falamos extensivamente, 

· Com suas privatizações, praticamente, doou o Brasil aos interesses estrangeiros.

Segundo o jornalista Amaury Jr. em seu livro “A privataria tucana”, página 39 e seguintes: “Na prática, a teoria acabou sendo outra. O torra-torra das estatais não capitalizou o Estado, ao contrário, as dívidas interna e externa aumentaram, porque o governo engoliu o débito das estatais leiloadas — para torná-las mais palatáveis aos compradores — e ainda as multinacionais não trouxeram capital próprio para o Brasil. Em vez disso, contraíram empréstimos no exterior e, assim, fizeram crescer a dívida externa. Para agravar o quadro, os cofres nacionais financiaram a aquisição das estatais e aceitaram moedas podres, títulos públicos adquiridos por metade do valor de face, na negociação”.

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“Mas a cereja do bolo foram os empréstimos do BNDES. Quem adquiria uma estatal imediatamente se habilitava a contratar financiamentos oficiais com juros abaixo dos patamares do mercado. Comprada com moedas podres, a CSN foi contemplada com R$ 1,1 bilhão. E a Light, onde Serra bateu seu martelo, ganhou R$ 730 milhões. O resultado de tudo isso é que, em dezembro de 1998, quando já haviam sido leiloadas grandes empresas como a Vale, Embraer, Usiminas, Copesul, CSN, Light, Acesita e as ferrovias, havia um descompasso entre expectativa e realidade. Enquanto o governo FHC afirmava ter arrecadado R$ 85,2 bilhões no processo, o jornalista econômico Aloysio Biondi publicava no seu bestseller, O Brasil Privatizado, que o país pagara para vender suas estatais. Este pagamento atingira R$ 87,6 bilhões, portanto R$ 2,4 bilhões a mais do que recebera. Reunindo sete itens que conseguiu calcular — vendas a prazo com dinheiro já contabilizado, mas fora dos cofres públicos; dívidas absorvidas; juros de 15% sobre dívidas assumidas; investimento nas estatais antes do leilão; juros sobre tais investimentos; uso de moedas podres e mais R$ 1,7 bilhão deixados nos cofres das estatais privatizadas — Biondi chegou ao seu valor. Mais cinco itens, entre eles custo de demissões e compromissos com fundos de pensão, considerados incalculáveis, não integram a coluna das despesas. Por tudo isso, não foi graciosamente que o Prêmio Nobel de Economia (2001) Joseph Stiglitz cunhou um neologismo ácido ao definir a onda privatista que avassalou as economias do Terceiro Mundo. Ex-economista chefe do Banco Mundial, Stiglitz interpreta o que ocorreu como “briberization” e não “privatization”, sendo que “bribery” constitui crime e significa “oferecer, dar, receber ou solicitar qualquer bem ou valor para influenciar as decisões de funcionário público ou outra pessoa em cargo de confiança”. A raiz da palavra, bribe, é discutível, mas vincula se à “coisa roubada” desde o século 14, sendo percebida como “jargão de ladrões” e, com a acepção de favores adquiridos por meio de corrupção desde 1530. De forma mais clara, o que houve no Brasil não foi privatização, mas “propinização”. A versão local da práxis foi batizada como privataria pelo jornalista Elio Gaspari, ao casar, com felicidade, os vocábulos “privatização” e “pirataria”. A luta travada pelo butim das estatais reuniu empreendedores, aventureiros e predadores. De um e do outro lado do balcão e, até mesmo, nos dois lados simultaneamente. A trajetória de alguns deles está neste livro. Nele, estão as passadas largas dos grandes predadores. No parque jurássico dos usos e costumes republicanos movem se como o Tiranossauro Rex e, com o poder do dinheiro e o dinheiro do poder, devoram as principais presas. E há os pequenos, como o Velocirraptor. Pequenos, porém não menos vorazes. Astuciosos, agindo em bandos, usam repetidamente o mesmo método de ataque para engolir sua fatia dos despojos. Como as páginas que vêm pela frente se encarregarão de demonstrar”.

Assim, não se pode afastar a interferência dos interesses estrangeiros no governo de FH. Mas, ele não parou por aí. Criou o Ministério da Defesa em coincidência com o item quatro da estratégia mencionada e nomeou para Ministro um civil que nada entendia do assunto, findando com a importância política dos militares, que sempre que os interesses maiores da Nação estiveram em perigo intervieram, como em sessenta e quatro e em outras épocas conhecidas de nossa história.  Para sedimentar tal ação, iniciou a redução dos orçamentos militares, afetando fortemente nossa capacidade de defesa.

Pior do que tudo, institucionalizou a possibilidade de fraude nas eleições pela adoção do voto eletrônico, fazendo com que não seja possível a qualquer “expert” sobre o assunto garantir que não ocorreram fraudes nas urnas! Somos o único país a empregar esse suspeito método de apurar votos... Apurações secretas! Por que países detentores de alta tecnologia não empregam urnas digitais em suas eleições? 

Assistam ao vídeo abaixo que mostra o papel ridículo do Brasil perante a comunidade internacional!

http://www.youtube.com/watch?v=dzodI_X9iMY&feature=youtu.be

Após Fernando Henrique, os poderes do mundo necessitavam de outro político que pudesse prosseguir com a execução de sua estratégia para o Brasil. Lula era o candidato ideal. Mas, ele defendia as idéias do PT antes de assumir o poder que, em síntese, não eram favoráveis ao capitalismo. Em 2002, ocorreu o assassinato de Celso Daniel, até hoje não esclarecido totalmente, tendo perdido a vida o futuro Ministro da Fazenda do PT, caso Lula fosse eleito. Justamente, o homem a quem caberia executar a chamada “ruptura necessária”.

Segundo o documento “Concepção e Diretrizes do Programa de Governo do PT para o Brasil”, distribuído em 2002.

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“A Ruptura Necessária

1. A implementação de nosso programa de governo para o Brasil, de caráter democrático e popular, representará uma ruptura com o atual modelo econômico, fundado na abertura e na desregulação radicais da economia nacional e na conseqüente subordinação de sua dinâmica aos interesses e humores do capital financeiro globalizado”.

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Nesse ponto, é conveniente recordarmos que Lula havia perdido as três últimas eleições para presidente da república (1990, 1994 e 1998), tendo o PT obtido apenas cerca de vinte e sete e trinta e um por cento de votos do povo brasileiro nas duas últimas.

Mas, estranhamente, com as novas urnas, Lula foi eleito com grande maioria em 2002. Mais estranhamente ainda, o PT não efetuou a “ruptura necessária” no campo econômico conforme defendia em seu Programa. Na verdade, todos são testemunhas de que rompeu foi com a moralidade na coisa pública que tanto apregoava em seu, agora, cínico discurso. Lula tornou-se insubstituível, pois agradou o povo e, principalmente, os banqueiros que jamais se locupletaram tanto, captando os bancos lucros jamais antes obtidos. Apesar da falta de patriotismo do grupo que tomou o poder e do “eu não sabia de nada” de nosso presidente, apesar de seu filho ter enriquecido tão rapidamente ao ponto de ter sido considerado por seu pai como o “Ronaldinho de Lula”,

http://blogs.band.com.br/marcondesbrito/2015/06/14/se-lulinha-e-um-ronaldinho-agora-dizem-que-lula-e-um-neymar/

nosso povo diplomado em ignorância política lhe concedeu aprovação em troca das migalhas que, provavelmente, os eternizarão na miséria.

Ele parece ter cumprido fielmente o item três da estratégia: “Criar o racismo brasileiro para dividir a população e apoiar minorias que justifiquem o isolamento de vastas áreas de nosso território, visando dificultar as pesquisas relacionadas à biotecnologia ou à exploração de produtos estratégicos brasileiros”. Seu lema: “Brasil um país de todos”, que melhor seria: Brasil um país de tolos, tentou institucionalizar o racismo no país. Na verdade, o que sempre existiu (e ainda existe) em nosso país foram as discriminações social e cultural, inexistindo (a não ser em exceções que justificam a regra) a discriminação racial, já que não existem raças, fato comprovado pela ciência. Por aqui, Pelé casaria com qualquer loura de qualquer família...

Em 1968, no Alabama, pude testemunhar o que é discriminação racial. Como sou latino, era obrigado a urinar nas árvores, pois se o fizesse no banheiro destinado aos afro-americanos seria agredido por eles e, se o fizesse no banheiro destinado aos “brancos”, poderia ser enforcado, já que estava no Alabama onde era comum encontrar negros enforcados em árvores pela famigerada Ku Klux Klan. Nos ônibus, era obrigado a sentar-me no chão, pois a parte da frente era reservada para os brancos e a dos fundos para os negros. Os bairros eram divididos segundo as raças: latinos, negros, asiáticos, brancos etc. Nada disso existe aqui. Nossa discriminação é eminentemente cultural e também social. Mas, Lula, em cumprimento aos interesses alienígenas, ao invés de melhorar as condições do ensino que possibilitariam a todos concorrerem em igualdade de condições nos vestibulares, criou quotas para negros como se existisse neste país alguém que não tenha algum parentesco com eles, sugerindo, de modo ofensivo, que eles não podem concorrer em nível de igualdade com qualquer um, desde que o governo lhes proporcione educação similar à que é ministrada no ensino privado.

O mesmo fez Brizola que construiu mais de mil CIEPs com as placas de concreto fabricadas por seu filho, mas não aumentou o salário dos professores do ensino elementar, nem o número de professores que seriam necessários para guarnecê-los, fazendo com que essas construções perdessem muito em sua capacidade de ensino.

Lula também demitiu, pelo telefone, o seu ministro da educação, Cristóvão Buarque - que tinha excelente plano para educar os brasileiros quando este estava em Paris. Nem sequer esperou o seu regresso... Nosso povo não pode ser educado, senão...

Lula, imitando seu predecessor, demarcou a reserva Raposa do Sol, cedendo 1.743.089 hectares para abrigar um punhado de índios em área estratégica por conter nióbio... Continuou a cortar verbas militares até o ponto de não ser mais possível para o Exército alimentar seus soldados diariamente... Quanto à corrupção, o número de escândalos em seu governo subiu dos quarenta e cinco no governo de FH para cento e dois... Nunca os banqueiros ganharam tanto, tornando Lula insubstituível, politicamente falando, já que tanto os pobres quanto os ricos o apóiam... Continuou a nomear como Ministros da Defesa indivíduos que nada entendiam do assunto (nesse ponto não há muita diferença dos demais Ministros...).

Coisas estranhas começaram a suceder, entretanto, em 2005, quando o braço direito de Lula tentou eleger como presidente da Câmara, um dos seus homens – Greenhalg: 

· Ficou patente que congressistas percebiam, via bando Rural, propinas para agirem de acordo com interesses particulares,

·  Severino, que muito poucos apoiavam, estranha e subitamente, derrotou Greenhalg, elegendo-se presidente da Câmara, em espetacular e imprevista derrota do governo...

· Uma propina de apenas três mil reais virou escândalo nacional capaz de ser notificada no Jornal Nacional (apesar de ser Marinho apenas um principiante na arte da corrupção se compararmos isto aos desvios de verbas consuetudinários...) Maurício Marinho foi demitido por justa causa, depois que uma sindicância detectou irregularidades em sua gestão. Marinho afastou-se do cargo depois da divulgação de uma fita em que ele negociava propina com empresários interessados em participarem de uma licitação. No vídeo, o funcionário dos Correios dizia ter o respaldo do DEPUTADOROBERTOJEFFERSON(PTB-RJ) e recebia APENAS R$ 3.000,00!!!!!!

· Outro fato extremamente estranho ocorreu. Pela primeira vez, creio, um político afirmou ser desonesto e exibiu o produto do desvio de sua honestidade no próprio Congresso, perante todas as imprensas faladas, escritas e televisadas... Que exemplo a ser seguido pelos demais companheiros!

· Justamente, o político cujo nome foi providencialmente envolvido pela “propininha” do Marinho que jamais seria parâmetro para Cachoeira...

·  Justamente, um político que já havia sido eleito muitas vezes, que era criminalista, dotado de elevada capacidade de liderança e cuja verve poderia vender geladeiras para esquimós...

·  Justamente o político que afastou Dirceu e sofreu um acidente com seu olho...

O que será que o braço direito de lula tramava de tão grave para que os poderosos o tirassem do poder de modo espetacular? Principalmente, se atentarmos para o fato de que continua a exercer o poder, já que nomeou milhares de cargos públicos... Será que ele já sabia que Lula tinha câncer? Nessa remota hipótese, seria possível que Lula fosse substituído pelo presidente do Congresso ao invés do vice-presidente que também tinha câncer? Por que um Deputado da estirpe de Roberto Jefferson se declararia ladrão????? Se nenhum de seus congêneres o fez até hoje, mesmo considerando outras plagas do globo (isto é, em algumas partes eles se suicidam quando são pegos, mas não aqui...). Porque e como Severino derrotou Greenhalg? O que poderia ganhar Roberto Jefferson na eleição de 2018 caso não tivesse sido condenado? Será que o caso cachoeira não foi apenas um desvio de atenção do julgamento do mensalão? A impunidade é assustadora: Onde está a rose? Onde está a rose? Onde está a rose? Onde está a rose? Onde está a rose? É claro que não interessa aos poderosos que o Brasil faça justiça aos corruptos. Isto contrariaria a sua estratégia... Será que a Operação Lava Jato vai conseguir encarcerar todos os políticos? Será que lula e dilma serão presos?

http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=kIqYUS1ngVQ

http://www.youtube.com/watch?v=OkhaxJOI5Ss&feature=related

nota: O governo dilma deixa de ser citado por ser apenas uma continuação do anterior... embora tenha que ser creditado com a destruição da Petrobrás, com a compra de Passadena, com os empréstimos a Eike Batista, com a total falência do PAC, com a esbórnia da construção de estádios, com o desastre da mudança da foz do rio São Francisco, etc.

Será que o controle da poluição planetária, o medo da guerra D’Água e a consequente necessidade da produção em massa de cereais farão com que nossos mandatários continuem a parecer estarem sendo controlados pelos interesses globais e com que todos sejam conduzidos a acreditar que realmente elegem políticos nessas urnas também controláveis, cuja verificação é secreta e somente  pode ser  efetuada por um ex-advogado do pt?

Como pode o Tribunal Superior Eleitoral concentrar os poderes de administrar, regular e julgar tudo o que se refere às eleições e às urnas eletrônicas quando, nas democracias, esses poderes nunca estão concentrados numa só organização? Como pode o Tribunal Superior Eleitoral exigir dois milhões de reais de depósito a um cidadão como condição para efetuar auditoria em suposta e quase provada fraude nas urnas que regulamenta, administra, controla e julga? Isso sabendo-se que o fabricante dessas urnas foi condenado em Ohio, EUA, pela mesma razão, tendo sua fábrica falido naquele país e sido ressuscitada por decisão política brasileira!

http://softwarelivre.org/samuelcersosimo/blog/urna-eletronica-fraude-e-jurisprudencia-do-tse

Mais recentemente, outras dúvidas surgiram... Como os inocentes brasileiros puderam acreditar que o choque de um Boeing da Gol com um Legacy, a 1300 km/h de velocidade relativa, pudesse ter possibilitado o pouso deste último? É claro que ele se chocou com um pequeno pedaço do Gol que foi explodido por alguma razão estranha... Os pilotos do Legacy logo sumiram do Brasil... Porque MAG comemorou com seu top! top! a morte de centenas de passageiros do vôo da TAM lá em Congonhas? Porque a caixa preta de Eduardo Campos não continha gravações se esse era um avião de alta tecnologia novo em folha? Porque um piloto experimentado colidiria com o solo em atitude de nariz para baixo, se o instinto humano e o ato reflexo fazem com que os pilotos evitem colisões frontais sempre que os comandos de vôo estejam funcionando corretamente? Quem sabotou estes comandos? Quem era o dono do avião? Porque Marina (que adotou a palavra estagnante - sustentabilidade) não entrou no avião? Como pôde Dilma ter sido reeleita se todos reclamam da situação do país? Como pode o presidente do Supremo Tribunal Federal se aliar a criminosos políticos para violarem o texto claro da Constituição Federal, razão da existência desse tribunal!!!!! Como pode a OAB se calar ante tal crime??? Acordem!!!!

Pode ser que todas essas conjecturas não sejam a expressão exata da verdade. Pode ser que tudo isso seja fantasioso demais... Entretanto, ninguém pode negar que os pedacinhos de fatos formaram um sinistro mosaico onde, harmoniosamente, todas as menores peças se encaixaram com perfeição.

Como dissemos no início deste ensaio: Recriar cenários é parecido com conhecer a verdade, e a verdade é como se fosse um grande mosaico formado por pequenas peças disformes que teimam em não encaixarem no quadro principal que tentamos formar na busca de sua visualização. Sempre que isso ocorre, surgem dúvidas a respeito da veracidade da imagem sugerida por esses pedacinhos de fatos. Porém, quando a coincidência é perfeita, fica difícil não pensar que o quadro expresse a mais perfeita verdade.

Quem sobreviver, verá...

 

Carlos Hernán Tercero

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