Uma fábula de Marx e Engels

 

 

 

Uma galinha vermelha achou alguns grãos de trigo e disse a seus vizinhos:

“Se plantarmos este trigo, teremos pão para comer. 

Alguém quer me ajudar a plantá-lo?”

“Eu não”, disse a vaca.

“Nem eu”, emendou o pato.

“Eu também não“, falou o porco.

“Eu muito menos”, completou o ganso. 

“Então eu mesma planto”, disse a galinha vermelha. E assim o fez. 

O trigo cresceu alto e amadureceu em grãos dourados.

  

“Quem vai me ajudar a colher o trigo?”, quis saber a galinha.

“Eu não”, disse o pato.

“Não faz parte de minhas funções”, disse o porco.

“Não depois de tantos anos de serviço”, exclamou a vaca.

“Eu me arriscaria a perder o seguro-desemprego”, disse o ganso. 

“Então eu mesma colho”, falou a galinha, e colheu o trigo ela mesma. 

Finalmente, chegou a hora de preparar o pão.

  

“Quem vai me ajudar a assar o pão?” Indagou a galinha vermelha.

“Só se me pagarem hora extra”, falou a vaca.

“Eu não posso por em risco meu auxílio-doença”, emendou o pato.

“Eu fugi da escola e nunca aprendi a fazer pão”, disse o porco.

“Caso só eu ajude, é discriminação”, resmungou o ganso. 

“Então eu mesma faço”, exclamou a pequena galinha vermelha. 

Ela assou cinco pães, e pôs todos numa cesta 

para que os vizinhos pudessem ver.

  

De repente, todo mundo queria pão, e exigiu um pedaço.

Mas a galinha simplesmente disse

“não, eu vou comer os cinco pães sozinha”.

“Lucros excessivos!”, gritou a vaca.

“Sanguessuga capitalista!”, exclamou o pato

“Eu exijo direitos iguais!”, bradou o ganso.

O porco, esse só grunhiu. 

Eles pintaram faixas e cartazes dizendo “Injustiça” e marcharam 

em protesto contra a galinha, gritando obscenidades.

  

Quando um agente do governo chegou, disse à galinhazinha vermelha:

“Você não pode ser assim egoísta”

“Mas eu ganhei esse pão com meu próprio suor”, defendeu-se a galinha.

“Exatamente”, disse o funcionário do governo.

“Essa é a beleza da livre empresa. 

Qualquer um aqui na fazenda pode ganhar o quanto quiser. 

Mas sob nossas modernas regulamentações governamentais, os

 trabalhadores mais produtivos têm que dividir o produto de seu trabalho 

com os que não fazem nada”. 

 

E todos viveram felizes para sempre, inclusive a pequena galinha vermelha, 

que sorriu e cacarejou: “eu estou grata”, “eu estou grata”.

 

Mas os vizinhos sempre se perguntavam

por que a galinha nunca mais 

fez um pão... 

 

Pense, e analise como isto se aplica aos sistemas socialistas

que estão sempre pensando em aumentarem  impostos

e criarem programas assistencialistas... 

Mas, trabalhar e economizar não é ponto forte da pregação

 de quem somente quer ser um parasita!!!!

 

Qualquer semelhança...

(Autor desconhecido)