Estratégia

Estratégia e Política no Brasil contemporâneo

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Para quem não conhece seu porto de destino, nenhum vento é favorável. O Brasil precisa determinar o seu.

A chamada ciência da sobrevivência — a Estratégia, nos tempos modernos, passou a ser também a arte dos executivos, já que são comumente designadas por esse nome as ações destinadas a assegurar a sobrevivência das empresas. Essa recente deturpação do que seja a chamada Grande Estratégia pode produzir nas mentes dos menos informados a falsa idéia de que as contendas entre Estados-Nação podem ser resolvidas por ações e métodos similares aos empregados na competição entre empresas, que consideram (oficialmente) apenas linhas de ação levadas a efeito nos domínios da própria empresa. A Grande Estratégia pode envolver tanto ações internas quanto externas, como no caso da necessidade de exercer controle sobre objetivos localizados em outras regiões do globo ou provocar os efeitos desejados fora do território nacional. Ela volta-se contra um inimigo e, em geral, envolve a ação da diplomacia, dos serviços de informação, podendo incluir a necessidade de praticarem-se atos hostis com o emprego de forças militares e, em última instância, declarar guerra ou pior — o recurso a atos de terrorismo, opção desesperada dos que não têm porque acreditar na eficácia de outras estratégias. 

Com o advento da globalização, a propaganda teve sua importância como agente estratégico extremamente aumentada. Um exemplo do potencial estratégico da propaganda é a freqüente alusão, constantemente repetida e já sedimentada na mente de nosso povo de que: “não existem ameaças ao território brasileiro”. Esse, no dizer de conceituado líder militar cujo nome deixo de mencionar por não ter sua autorização, constitui “o mais brilhante exemplo de estratégia indireta já empregada contra nosso País”.

A propaganda internacional afeta mais profundamente os regimes democráticos onde não exista censura. Essa propaganda equivale a muitos exércitos já que, sendo capaz de influenciar a vontade dos eleitores, permite que muitos objetivos sejam alcançados, pacificamente. A capacidade de atingir simultaneamente todo o globo e a concentração de esforços no objetivo desejado torna possível efetuar uma espécie de lavagem cerebral nas mentes mais simples que constituem a maior parte da população mundial. O emprego de “slogans” continuadamente repetidos até a exaustão é capaz de impregnar com um sabor de verdade mesmo os mais cínicos argumentos.

Alheio a essas maquinações, é o povo atraído para o cenário ilusório que lhes é oferecido pela mídia, a qual não poupa esforços para manter as atenções voltadas para aquilo que não prejudica os interesses dos poderosos. Poucos se dão conta do esquecimento a que certos fatos da maior gravidade são relegados com freqüência bem maior do que a que se poderia esperar. Verdadeiros escândalos são prontamente varridos para debaixo do tapete, enquanto outros fatos permanecem meses nas manchetes, mesmo quando não mais constituem notícia capaz de atrair atenção.

A Estratégia é a arte de determinar o rumo a ser seguido. O nosso Brasil precisa mais do que nunca de um rumo. O estudo da estratégia e a análise das agendas políticas podem nos auxiliar a compreender fatos históricos de repercussão contemporânea e algumas verdades de plantão, tais como as armas de destruição em massa do Iraque, a devastação da Amazônia, o interesse em Alcântara, o apoio incondicional dos EUA a Israel, a longevidade da ditadura de Fidel Castro e as falsas promessas de certas campanhas políticas, entre outros. Tal conhecimento contribuirá para que sejamos capazes de determinar a que porto de destino o rumo atual do Brasil nos está conduzindo e se os ventos que impelem o governo nos são favoráveis.

 

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