Os contrastes dos cenários de nossas vidas

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Esta mala é de um amigo meu!

Eu nunca aceitei nenhum tipo de propitna ou dinheiro ilegal!

Os cenários condicionam nossas vidas. Discorda? Pense que, caso você diga a uma criança que o mundo foi dividido pelo Papa em duas partes, uma para a Espanha e outra para Portugal, sem descrever, antes, o cenário da época, ela, certamente, vai pensar que você está brincando! Infelizmente, os que nasceram depois dos anos sessenta ignoram a forte alteração de cenário que ocorreu a partir dessa época. Vamos expor as alterações que condicionaram o que, hoje, ocorre no país.

Casamento

Antigamente, as mulheres casavam virgens (a maioria). Perder a virgindade antes do casamento era coisa pouco aceita pelas famílias. Os casamentos eram “até que a morte os separe”. As famílias permaneciam juntas e eram responsáveis pela educação de seus filhos. As mães se dedicavam a isso vinte e quatro horas por dia e 365 dias por ano. As separações eram por desquite. As mulheres desquitadas eram mal vistas pela sociedade.

Hoje, virgindade virou coisa rara. Os casais já não se casam facilmente. Quando se casam não se pode garantir quanto tempo ficarão casados. O normal é “ficarem” até que surja outro interesse amoroso. O casa/separa virou coisa normal, sendo raros os filhos que tem apenas dois pais. A educação dos filhos passou a depender das creches, das emissoras de TV, dos fabricantes de vídeo games e dos celulares.

Sexo

Antigamente, sexo era coisa muito mais difícil do que em nossos dias. Havia muitas casas de prostituição em quase todas as cidades, muitas disfarçadas como cabarés, night clubs e boites. Algumas moças tidas como sendo “de família” praticavam sexo anal como forma de manterem suas virgindades, indispensáveis para que fossem aceitas por seus parceiros. Doenças venéreas eram mais comuns do que hoje, em face de muitos homens diferentes efetuarem sexo com uma mesma prostituta que, assim, adoecia, mas... não podia interromper suas atividades, já que isso findaria com seus ganhos. Esse cenário favorecia a duração dos casamentos, pois as esposas que perdiam sua virgindade com seus maridos tendiam a amá-los de modo mais permanente pela importância da lembrança e do significado do fato.

Em nossos dias, virgindade virou coisa muito rara em meninas maiores de quatorze anos. A alteração do verbo ficar ocasionou maior promiscuidade nas relações sexuais e menor taxa de casamentos. No passado, muitos se casavam para poderem fazer sexo habitualmente. Hoje, isso não mais é necessário. As doenças mais comuns do passado foram substituídas, entretanto, pela temível AIDS e pelo HPV, que viraram fonte de elevados lucros para os fabricantes de camisas de Vênus em todo o planeta. A promiscuidade também passou a ser a principal causa da doença do século: a depressão. O sexo por prazer, ao invés do sexo por amor do passado, contribuiu muito para findar com as uniões estáveis. Muitas vezes, o fim dessas uniões, coisa banalizada, é decisão unilateral, afetando o parceiro abandonado que entra em depressão. Pior do que tudo, a banalização do sexo, preconizada no item um do maldito decálogo do assassino lênin, inundou o mundo com filhos sem pais tradicionais. Os resultados podem ser vistos em nossa sociedade dominada pelo tráfico de drogas, pelo crime e pela ignorância planejada.

Bundalização

No passado, todos se vestiam de modo muito menos erótico do que nos dias atuais. Nos anos sessenta, na Inglaterra, a estilista Mary Quant lançou a minissaia. Essa saia tinha comprimento reduzido, sendo a bainha cerca de vinte centímetros acima dos joelhos. Em 1956, Brigite Bardot aparece em cena de nu frontal e posterior, pela primeira vez no cinema, no famoso filme “E Deus criou a mulher”. Nos anos sessenta passa algum tempo em Búzios! Uma aldeia sem água encanada e esgoto, sendo isso bastante divulgado pela imprensa. Em 1968, acontece o festival de Woodstock, um dos precursores da contracultura, que propagaria o “drogas, sexo e rock and roll” para o planeta. Foi um festival de nudez, sexo, consumo de todo tipo de drogas que reuniu cerca de quatrocentas mil pessoas durante quatro dias... Em 1962, a atriz Ursula Andrews, no filme “007 contra Dr. No”, aparece usando um bikini, iniciando a era da bundalização. Mas... o grande condicionador do hábito foi o famoso Cassino do Chacrinha, onde mulheres belíssimas introduziram o uso das tangas nas tardes de sábados nos anos oitenta. Também as mulatas do Sargenteli, lá na boite Oba, Oba, no Leblon e as “Mulheres Mil” do Walter Pinto, no Teatro Serrador. Stanislaw Ponte Preta, codinome do escritor Sergio Porto, também publicava no jornal Última Hora fotos de suas “Dez mais bem despidas”. Por outro lado, a ANCINE, com suas pornochanchadas, também colaborou bastante para a popularização da nudez. Enfim, quase todas as mulheres, como resultado dessa poderosa campanha de décadas de lavagem cerebral, concordaram em exibirem publicamente suas bundas nas praias e piscinas, apesar de se recusarem a fazê-lo, veementemente, em locais para os quais suas mentes não foram lavadas. Hoje, a mulher do ano é a que melhor mostra sua bunda e a erotização das vestimentas femininas é coisa normal. Estranhamente, os homens usam bermudas compridas nas praias...

Vulgarização do linguajar

Antigamente, caso uma criança, ou um adolescente pronunciasse um palavrão, provavelmente, sofreria algum tipo de punição, como pimenta na boca ou uma surra. No mínimo, uma descompostura de seus pais ou professores. Naqueles anos, os mais jovens respeitavam e espelhavam-se no comportamento dos mais velhos. Pais e professores eram reverenciados pelos mais jovens que sorviam seus conhecimentos e os imitavam. Mas... Nos anos sessenta, foi introduzido o palavrão no teatro, de modo a influenciar as elites. Em 1955, James Dean aparece no filme “Juventude Transviada”, cujo nome original era – rebelde sem causa - personificação da rebeldia e angústias próprias da juventude da década de 1950. Nos cinemas onde era exibido, os jovens quebravam tudo ao final do filme. Começava a lavagem cerebral da contracultura que iria findar com o respeito dos mais jovens aos mais velhos. Também os filmes dos anos setenta e o domínio da esquerda nas universidades viriam a colaborar para isso. Hoje, poucos sabem escrever. A redação é a parte mais importante do ENEM. Palavrões viraram vírgulas e são comuns no interior das casas. Tornaram-se parte do nosso vernáculo quotidiano. Os mais velhos não mais são respeitados, tendo os mais jovens adotado novos hábitos que são comuns em nossa sociedade. Professores são agredidos nas salas de aula ou impedidos de ministrarem suas aulas, impunemente. Idosos não têm seus lugares exclusivos reservados nos coletivos. Vagas de deficientes físicos são usadas como se fossem para todos. As filas a eles destinadas nas lojas são constantemente desrespeitadas. No extremo desta mudança de comportamento, crianças usam armas e matam pessoas mais velhas. São os efeitos do modernismo.

Criminalização

O crime sempre existiu no planeta Terra. Ele é filho da falta de caráter, de religião, de educação e de evolução espiritual. Todavia, a campanha dos poderosos para esquerdizarem o planeta (e desse modo atrasarem o desenvolvimento dos países do terceiro mundo) em muito aumentou, nesses países, os índices de toda a sorte de crimes. A esquerda tenta construir a ditadura do proletariado, coisa do passado, que somente encontra eco nestes países, sobre os escombros do capitalismo que tenta destruir de todas as formas. Para seus adeptos não importa o mal que possam produzir, desde que sejam destruídos os valores tradicionais, a moral cristã, a ética, enfim, tudo o que sustenta uma sociedade sã. Hollywood foi bastante empregada nesse mister. Seus filmes lavaram as mentes das populações para o lado esquerdo da política. A conjunção de nudez, sexo, palavrões, desrespeito aos mais velhos, moda erótica, deseducação planejada, ingredientes bastante empregados pela esquerda na negação e na inversão de todos os valores teve como resultado o aumento avassalador de todos os tipos de crimes em nossa sociedade. Seja na presidência, seja no congresso, seja em muitos tribunais, seja nos órgãos de repressão ao crime, seja nas empresas, nas ruas e, principalmente, nos locais onde o Estado não se faz representar, o crime impera, produzindo milhares de mortes e transformando o Brasil no campeão mundial em homicídios, tráfico de drogas e armas e desvios de verbas, superando os índices de guerras terríveis como Vietnam, Síria, Iraque, Segunda Guerra Mundial, etc. Ninguém pode afirmar que voltará vivo para sua casa. Ninguém pode deixar de telefonar para seus entes queridos para conferir se ainda vivem...

Drogalização

Não é de hoje que os seres humanos recorrem às drogas como meio de atenuarem suas dores físicas e morais. Entretanto, no passado, elas eram comuns entre criminosos, pessoas psiquicamente alteradas, doentes que sofriam dores insuportáveis e os viciados que não eram tantos assim. A repressão ao tráfico, de fato, nunca impediu o seu uso por essas pessoas, porém, hoje, o ingresso de todos os tipos de drogas em nosso país atingiu números impressionantes. As drogas podem ser obtidas em qualquer lugar. Qualquer criança sabe onde adquiri-las, a polícia nem sempre... As cracolândias imperam... Em quase todos os espetáculos que reúnem público expressivo, nas comunidades, nos bairros, nas baladas, nas festas, em quase todas as reuniões de jovens elas estão disponíveis. Elas contribuem para o aumento do número de filhos sem pais, para o aumento dos acidentes nas ruas e estradas, para o aliciamento de menores para os crimes, para a morte diária de policiais, para a sonhada destruição de nossa sociedade conforme queria o assassino lênin, que publicou seu maldito decálogo em 1913...

Estes são os principais cenários que foram introduzidos em nossa sociedade pela modernidade e pelo progressismo. Você acha que cenários não alteram o nosso comportamento? Você acha que estamos indo para um bom lugar? Você idealiza algum tipo de solução para isso? Você acha que ser conservador é errado? Mesmo diante deste quadro assustador?

Quem viver... Verá!

Carlos Hernán Tercero

    

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